Foto de Tim van der Kuip na Unsplash
A crise climática é um desafio global que exige ações eficazes. Mas, entre tantas políticas climáticas, quais realmente fazem a diferença?
As consequências das mudanças climáticas podem ser observadas em todos os cantos do mundo. O aumento das temperaturas globais, o derretimento das calotas polares e os eventos climáticos extremos (como as enchentes no Rio Grande do Sul) são alguns alertas de que as coisas não podem continuar do jeito que estão. Um novo estudo aponta que políticas climáticas eficazes podem ajudar a conter esse problema global.
Pesquisadores do Potsdam Institute for Climate Impact Research e de outras organizações analisaram 1.500 políticas climáticas implementadas em 41 países entre 1998 e 2022 e identificaram que apenas 63 delas foram eficazes na redução das emissões de gases de efeito estufa que aquecem o planeta.
Essas políticas foram divididas em quatro categorias: precificação, regulamentações, subsídios e informação. Os pesquisadores analisaram o impacto dessas políticas em quatro setores econômicos: eletricidade, transporte, edifícios e indústria.
A imagem abaixo mostra o aumento no número médio de políticas climáticas adotadas entre 1998 e 2022 em cada um dos setores nos países analisados.
A imagem abaixo destaca o número de políticas climáticas adotadas e de endurecimentos de políticas para cada tipo de instrumento, destacando a diversidade de instrumentos utilizados. Economias desenvolvidas e em desenvolvimento ou em transição são consideradas separadamente.
Usando machine learning, os pesquisadores descobriram que políticas climáticas baseadas em preço (como a precificação de carbono), combinadas com outros instrumentos, são particularmente eficazes. Além disso, o estudo mostra que o sucesso dessas políticas depende diretamente da combinação correta de medidas adaptadas ao setor específico e ao nível de desenvolvimento do país.
O estudo também descobriu que o que funciona em países ricos nem sempre funciona tão bem em países em desenvolvimento, e que instrumentos de política baseados em tributação podem gerar grandes reduções de emissões em todos os setores sem medidas de apoio.
O estudo, publicado na revista Science, destacou exemplos de políticas que funcionaram:
O estudo possui algumas limitações. Por exemplo, o setor de agricultura e mudança no uso da terra, que é um grande emissor de carbono, não foi incluído. O jornal New York Times reportou que o Dr. Koch disse que ainda não existem dados confiáveis que mostram reduções nas emissões de carbono para esse setor.
Além disso, centenas de países estão ausentes dos dados da OCDE, especialmente economias em desenvolvimento na África, América Latina e Caribe. Embora algumas nações em transição, como Rússia, Brasil, Índia e China, estejam incluídas, apenas um país africano, a África do Sul, faz parte do conjunto de dados.
O estudo deixa claro que, embora o caminho para mitigar as mudanças climáticas seja complexo, há evidências concretas de que políticas bem combinadas podem fazer a diferença. “Se cada país implementasse uma das melhores práticas que levaram a uma lacuna de emissões, até 41% da lacuna poderia ser fechada até 2030”, disse dr. Koch ao NYT.
O estudo completo, em inglês, está disponível aqui.
Para explorar as diferentes combinações de políticas que foram eficazes, acesse o painel interativo aqui.
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