Imagem: UNICEF
Bilhões de pessoas ao redor do globo não podem recorrer a um dos recursos mais efetivos para se proteger contra o novo coronavírus: lavar as mãos. Entenda como a crise da Covid-19 tem evidenciado o problema da falta de acesso a sistemas seguros de água e saneamento e, consequentemente, vem impactando a evolução do ODS 6.
Este conteúdo faz parte da série Pandemia de Covid-19 e os ODS. Clique aqui e confira todos os artigos sobre o impacto dessa crise na Agenda 2030.
Lavar as mãos com mais frequência é uma das principais recomendações dos órgãos de saúde para evitar a propagação do SARS-CoV-2. Porém, muitos cidadãos simplesmente não têm como colocar essa orientação em prática. Muitos mesmo!
Isso, é claro, não é “culpa” da pandemia. Pelo contrário. A falta de acesso a sistemas seguros de saneamento e abastecimento de água já era um problema grave bem antes do início desta crise sanitária. Porém, o problema ficou ainda mais evidente do ano passado para cá…
Acesso à água segura para consumo e higiene é crucial para garantir saúde, bem-estar e dignidade para a população. Em muitos casos, inclusive, condições melhores de saneamento podem literalmente salvar vidas…
Uma ação básica como lavar as mãos com sabão, por exemplo, é capaz de reduzir em até 65% os índices de mortes por diarreia e pneumonia. Para você ter uma ideia do que isso representa, de acordo com a Organização Mundial da Saúde e da Unicef, essas doenças matam, anualmente, 1.8 milhões de crianças com menos de cinco anos ao redor do globo!
Quando falamos de doenças transmissíveis, então, essa questão é ainda mais importante, pois afeta não somente os indivíduos que não têm condições de lavar as mãos frequentemente, mas todos à sua volta.
Voltando os olhos para o Brasil, além da falta de acesso à água segura para consumo, a ausência de serviços de saneamento básico amplia os riscos de infecção por Covid-19 e outras doenças. Em nosso país:
Como você deve imaginar, os perigos da falta de acesso a sistemas de água e saneamento seguro são potencializados pelo contexto em que essas situações mais ocorrem. Afinal, os mais impactados por esse problema são justamente aqueles que já vivem em situações de risco.
Nas favelas brasileiras, onde moram 13,6 milhões de pessoas, falta água potável em 47% dos lares. E ainda, 15% das famílias não têm acesso a sabonetes!
Além disso, uma análise feita pelo Instituto Locomotiva em parceria com o Data Favela e a Central Única das Favelas (CUFA) revelou que grande parte da população periférica não deixou de trabalhar desde que a pandemia eclodiu (e, portanto, esteve sempre exposta ao risco de contaminação).
O estudo identificou ainda que:
Além de um presente difícil, as perspectivas para o futuro não são das melhores.
Segundo análises do Relatório Luz 2020, o Brasil só alcançará a universalização da água potável e do saneamento básico em 2063. Além disso, a meta do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) de garantir acesso seguro à água e saneamento para todos até 2033 também não deverá ser atingida…
Contudo, o acesso à água e ao saneamento básico é um direito humano e universal. Portanto, é papel do governo garantir que todos os cidadãos possam usufruir dele. Isso não significa, porém, que o poder privado não possa fazer nada para contribuir com a evolução desse ODS – e, inclusive, se beneficiar disso.
Um estudo desenvolvido pelo Instituto Trata Brasil indica que seria necessário investir R$ 317 bilhões em 20 anos para se levar sistemas de água e esgoto a todas as moradias no Brasil. Ou seja, o investimento anual mínimo precisaria ser de R$ 16 bilhões.
No entanto, ao mesmo tempo, os ganhos econômicos e sociais trazidos pela expansão dos serviços em suas diversas áreas alcançariam R$ 537,4 bilhões!
Entre os principais benefícios desse investimento, destacam-se ganhos de:
Motivos suficientes para pensar em formas de colaborar, concorda?
Quer saber como as empresas podem contribuir para o avanço da igualdade de acesso à água e saneamento para toda a população?
Leia a segunda parte deste artigo. Nela, listamos boas práticas que as organizações podem desenvolver nesse sentido. Além disso, apresentamos empresas que já estão agindo para contribuir para a evolução deste ODS.
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