ESG

Estudo identifica 10 relatórios de sustentabilidade exemplares no Brasil

Primeira edição brasileira do estudo Reporting Matters analisou 77 relatórios de sustentabilidade. Conheça os 10 melhores e saiba como acessá-los

Com o propósito de aprimorar as práticas de relatórios de sustentabilidade no Brasil, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e o Grupo Report lançaram recentemente a primeira edição brasileira do estudo *Reporting Matters.

Ricardo Mastroti

Em nota, Ricardo Mastroti, diretor executivo do CEBDS, destaca que há uma cobrança crescente por parte de diferentes stakeholders para que as empresas assumam compromissos ligados à sustentabilidade, estabeleçam metas específicas e mensuráveis, realizem ações concretas e sejam transparentes quanto aos impactos gerados – positivos e negativos.

Neste sentido, os relatórios de sustentabilidade desempenham um papel de grande relevância. Afinal, são capazes de contribuir para aumentar a confiança e a credibilidade das empresas. “No entanto, construir um bom relatório pode ser um grande desafio, já que hoje existem diversos padrões e requisitos”, avalia.
Estevam Pereira

A partir de uma análise de 77 relatórios (que, juntos, têm mais de 9 mil páginas), o Reporting Matters Brasil oferece um panorama abrangente sobre os relatórios de sustentabilidade no país e revela as melhores práticas na elaboração desses documentos.

É, portanto, “uma ferramenta valiosa para guiar as empresas na busca de práticas mais efetivas de comunicação e de gestão”, como aponta Estevam Pereira, sócio do Grupo Report.

A metodologia Reporting Matters considera 16 critérios e 81 subcritérios em sua avaliação. Entre os quais, estão:

  • Materialidade – Uma avaliação de materialidade abrangente considera os impactos positivos e negativos relacionados à sustentabilidade da organização, envolvendo partes interessadas internas e externas e avaliando as mudanças no impacto ao longo do tempo;
  • Engajamento de stakeholders – Os relatos do engajamento de stakeholders devem demonstrar que há um processo estabelecido e apresentar como a empresa está respondendo a eles;
  • Verificação externa – A verificação externa aumenta a credibilidade e a confiança do relatório, indo além de controles e auditorias internas para prover uma opinião externa isenta e imparcial.;
  • Metas e compromissos – São metas de desempenho ou ações de gerenciamento específicas e mensuráveis que uma organização pretende alcançar durante um período determinado. Essenciais para implementar a estratégia de uma organização e demonstrar o progresso ao longo do tempo, elas são frequentemente combinadas com metas mais ambiciosas e de longo prazo;
  • Impacto – Relatórios de impacto demonstram claramente o progresso em direção às metas e aos compromissos, especialmente em relação a questões críticas como mudanças climáticas e proteção ao meio ambiente.

*Reporting Matters é um projeto independente de pesquisa sobre relatórios de sustentabilidade corporativos. A iniciativa surgiu em 2013, no World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). A primeira edição do Reporting Matters Brasil pode ser lida na íntegra aqui.

Leia também: Relatório de sustentabilidade: uma ferramenta de transparência e responsabilidade socioambiental

Principais achados da pesquisa no Brasil

De acordo com o levantamento, 63% dos relatórios analisados apresentam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável prioritários da empresa, mas somente 10% definiram metas claras ligadas aos ODS.

Além disso:

  • 91% utilizam as normas do Global Report Initiative (GRI) – que é a referência mais utilizada globalmente para a produção de relatórios de sustentabilidade –, sozinhas ou combinadas a outros frameworks;
  • 74% dos relatórios receberam auditoria externa (de uma parte ou de todo o relatório);
  • 58% assumiram o compromisso de reduzir as emissões de gases do efeito estufa até 2050;
  • 40% contaram com um processo de dupla materialidade para priorização dos seus temas materiais;
  • 62% das empresas têm uma Política de Direitos Humanos com referência aos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, conhecidos pela sigla UNGP (do inglês, United Nations Guiding Principles on Business and Human Rights);
  • 27% dos relatórios de sustentabilidade incluem indicadores TCFD (a Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima, Orientações sobre Métricas, Metas e Planos de Transição).

Os 10 melhores relatórios de sustentabilidade

Segundo o Reporting Matters Brasil, as 10 empresas que apresentaram as melhores notas em seus relatórios de sustentabilidade foram:

Clicando nos nomes das empresas, você tem acesso aos seus relatórios de sustentabilidade


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Redação A Economia B

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