Imagem: Divulgação/Unidade escolar
Solução que tem custo de produção de apenas R$ 0,01 por litro utiliza quiabos descartados como coagulante natural para tornar a água argilosa própria para consumo
Você sabia que 33 milhões de pessoas não têm acesso à água potável no Brasil? O Norte e o Nordeste são as duas regiões que mais sofrem com esse problema, com 12 dos 20 municípios com os piores índices de água potável.
Cientes de que essa era a realidade de muitos moradores de Canindé de São Francisco (Sergipe), cidade em que moram, Lucas Adib, Arthur Jorge e Anne Gabriela de Freitas criaram um projeto para purificar a água na região de maneira simples e com custo de produção de apenas R$ 0,01/litro.
Em atividades feitas no laboratório da escola, os alunos dos alunos do 2º ano do ensino médio do Centro de Excelência Dom Juvêncio de Britto descobriram que a pectina (presente em plantas cactáceas, como o quiabo) serviria como um coagulante orgânico, capaz de substituir o aditivo inorgânico, que traz prejuízos à saúde. Além disso, o resíduo do uso dessa mucilagem extraída do fruto pode ser reutilizado como adubo (ao contrário do inorgânico, que desregula o meio ambiente quando é descartado).
A partir dessas descobertas, eles desenvolveram a “Acendra”, solução que utiliza quiabos descartados como coagulante natural para tornar a água argilosa própria para consumo.
A iniciativa se baseia na adição de um coagulante natural extraído do quiabo em reservatórios com água argilosa de forma a tornar o líquido próprio para consumo.
A proposta visa não apenas fornecer uma alternativa eficiente e sustentável para a purificação da água na região, mas também promover a reutilização de resíduos naturais.
Sob a supervisão das professoras Lark Soany (de Química) e Marisa Nobre (de Geografia), o projeto ganhou destaque ao conquistar uma vaga na Feira de Conhecimento e Arte (Feconart) e para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec).
Essa história mostra que boa vontade e conhecimento podem ajudar a resolver grandes problemas da humanidade.
Leia também: O problema da falta de água e saneamento e o papel do poder privado
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