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Levantamento da KPMG aponta que metade das companhias também monitora impactos sobre biodiversidade
A pressão por uma economia mais sustentável está transformando a gestão das maiores empresas do mundo. Em meio a mudanças climáticas cada vez mais evidentes e demandas crescentes por responsabilidade ambiental, as corporações globais aceleram sua adaptação a um futuro de baixo carbono. É o que revela a Pesquisa de Relatórios de Sustentabilidade 2024 da KPMG.
O levantamento mostra que, atualmente, 95% das 250 maiores empresas do mundo publicam metas de redução de emissões de carbono, um aumento significativo em relação aos 80% registrados em 2022. O monitoramento da biodiversidade também ganhou força, dobrando nos últimos quatro anos: hoje, metade das empresas avaliadas inclui esse aspecto em seus relatórios.
A pesquisa também revela que 56% dessas corporações têm líderes dedicados à sustentabilidade, e 30% vinculam a remuneração de executivos a metas ambientais, sociais e de governança.
Na análise regional, empresas sediadas na Europa lideram a adaptação às futuras exigências regulatórias – como a Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD) da União Europeia.
No panorama global, 50% das companhias utilizam frameworks de dupla materialidade para avaliação de impactos econômicos e ambientais, considerando tanto os efeitos das questões ambientais sobre seus negócios quanto o impacto de suas operações sobre o meio ambiente.
Quanto aos padrões voluntários, 75% das organizações seguem as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), enquanto três quartos adotam as recomendações da Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD), que orientam a divulgação de riscos e oportunidades climáticas.
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Apesar do expressivo avanço nos números, a jornada das empresas rumo à sustentabilidade enfrenta desafios importantes. O principal deles é equilibrar a divulgação de informações ambientais, sociais e de governança de forma consistente e mensurável. John McCalla-Leacy, chefe global de ESG na KPMG International, destaca que esse processo exige mudanças profundas na gestão corporativa.
No entanto, o cenário é promissor. A crescente adesão a metas de redução de emissões de carbono e proteção à biodiversidade indica uma transformação estrutural no setor privado. Com regulações mais rigorosas no horizonte e investidores cada vez mais atentos a critérios ESG, a gestão adequada de impactos ambientais deixa de ser diferencial competitivo para se tornar requisito básico de operação no mercado global.
Por fim, os dados indicam um caminho claro para empresas que querem se adequar a essa nova realidade: começar definindo metas objetivas de redução de emissões, alinhadas a padrões internacionais como o GRI e TCFD, e estabelecer governança específica para questões ambientais, com líderes dedicados e métricas de desempenho atreladas à remuneração executiva.
→ Para saber mais, acesse aqui a íntegra da Pesquisa de Relatórios de Sustentabilidade 2024 da KPMG (em inglês).
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